A IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO DE PSICOPATOLOGIA NO ACONCELHAMENTO PASTORAL
Introdução:
Psicopatologia é o estudo das doenças mentais.
É importante que pastores e aqueles que trabalham na área de liderança aconselhando, tenham algum conhecimento deste assunto para assim evitar ferir pessoas que estão feridas.
Segundo uma estatística, uma em cada três pessoas têm um episódio de transtorno mental no decorrer de uma vida.
Se sua igreja tiver 120 membros, 40 destas, sofrerão uma vez na vida de transtorno mental.
I – O QUE A DOENÇA MENTAL CAUSA?
Muito sofrimento ao doente e a família.
Também interfere na vida profissional e em casos mais graves incapacita a pessoa.
Em muitos outros, há o risco de suicídio.
II – VEJA AS SEGUINTES ESTATÍSTICAS
60% dos suicídios ocorrem em pessoas com depressão;
Esquizofrenia: 1 em 4 pessoas tenta o suicídio uma ou mais vezes;
Distúrbios da personalidade: 5 à 10% se suicidam;
Álcool e drogas: O índice de suicídio é grande.
Criticar e cobrar não adianta. Muitos pastores e conselheiros usam palavras que lançam sentimentos de culpa sobre a pessoa, descrevendo-a como pessoa sem fé, que dá lugar ao Diabo, etc. Este tipo de aconselhamento só atrapalha.
III – LISTAS DE CONCEITOS DEFENDIDOS NO DECORRER DA HISTÓRIA E OS MÉTODOS USADOS PARA AJUDAR O DOENTE MENTAL.
Possessão Demoníaca: Métodos usados: Expulsão – bruxaria – exorcismo – desterro;
Ameaça a sociedade, tal pessoa é perigosa e incontrolável como um animal. Método(s) usado(s): “Castigo em hospital psiquiátrico – Manicômio Judiciário – Cadeia”;
Possibilidade de Contágio. Método usado: “Isolamento – segregação – marginalização dos doentes”;
Enfermidade. Método(s) usado(s): Tratamento clínico – medicamentos – hospital.
Uma simples análise da lista acima, mostra que o entendimento da doença mental se desenvolveu de uma interpretação antiga, explicadas metaforicamente no início da história, passando para as explicações médicas.
IV – QUAL A CAUSA DA DOENÇA MENTAL?
- Não existe uma causa única. É necessário uma análise profunda. Casa caso é um caso;
- A doença mental pode ser entendida como conseqüência de um conjunto de fatores;
- Existem também fatores hereditários que predispõe alguns indivíduos a certas formas de doenças mentais;
- Há evidências de que cada pessoa adquire na infância um modo característico de responder a situações estressantes;
- Demonstrou-se ainda que relacionamentos perturbados com grupos sociais importantes (família, trabalho, igreja, etc.) podem limitar a capacidade da pessoa responder a mudanças que provocam estresse;
- Os fatores patológicos entram desta lista, como por exemplo, uma lesão do cérebro, um abalo do sistema nervoso central ou ainda o mau funcionamento da glândula fireóide.
V – SINAIS DA DOENÇA MENTAL GRAVE
Há situações em que a tensão interior, confusão, alienação, agitação, etc. são suficientes para prejudicar uma pessoa em suas atividades cotidianas. É como se os problemas fossem difíceis de se resolver. Já começas com isso, é sinal que alguma coisa não vai bem.
VI – O CONSELHEIRO PASTORAL DEVE CONHECER ALGUNS SINAIS QUE GERALMENTE INDICAM ALGUM SOFRIMENTO MENTAL.
- Ansiedade prolongada e excessiva: Quando a ansiedade em prolongada e persistente, o doente passa a ter medo destes estados de ansiedade e então desenvolve a angústia;
- Depressão prolongada ou grave: A depressão é diferente dos sentimentos normais de tristeza. Pessimismo excessivo, desesperança, etc. São sintomas de depressão;
- Esquizofrenia: As estatísticas em psicopatologia indicam que em torno de 1% da população adulta é afetada de alguma forma pela esquizofrenia;
- Distimia: É uma depressão crônica de humor. A pessoas sente-se bem por alguns dias, mas em outro dia já se sente cansada, irritada, deprimida;
- Transtorno Bipolar: Antigamente era chamado de “Transtorno Maníaco Depressivo”. É caracterizado por euforia, hiperatividade e auto-estima exagerada.
VII – O TRATAMENTO DOS TRANSTORNOS MENTAIS
É feito basicamente com medicamento e psicoterapias. Infelizmente as medicações ainda não curam definitivamente.
Princípios no aconselhamento com os mentalmente enfermos:
Aceite o doente como uma postura natural;
Não discuta em hipótese alguma;
Não espere atitudes normais de uma pessoa mentalmente perturbada;
Demonstre interesse total pela pessoa;
Encaminhe o mentalmente enfermo a um profissional especializado, se a situação o exigir.
VIII – O CONSELHEIRO PASTORAL PODE AJUDAR MUITO O MENTALMENTE ENFERMO
O pastor ou conselheiro pastoral pode ajudar o mentalmente enfermo, porque está inserido no contexto social da pessoa. Está normalmente envolvido nas crises da vida de sua membresia, etc.
IX – A DOENÇA MENTAL SE PARECE COM POSSESSÃO DEMONÍACA
Quando uma pessoa mentalmente enferma entra em surto, alucinando e delirando, muitos conselheiros pastorais despreparados e mal informados, vão logo afirmando que é possessão demoníaca.
Deve-se ter muito cuidado em afirmar se é ou não uma manifestação de possessão demoníaca. Peça a Deus o dom de discernimento e tenha a iniciativa de tomar conhecimento sobre as questões psicopatológicas.
X – COMO RECONHECER A DOENÇA MENTAL?
Eis alguns sinais:
Mudança de comportamento;
Mudança de aparência;
Preocupação cada vez mais egocêntrica;
Perda e confusão de memória;
Comunicação distorcida, fala solitária e confusa;
Preocupação hipocondríaca sem razão aparente;
Atos repetitivos e compulsivos;
Isolamento social;
Atos perigosos e/ou inconseqüentes;
Atitudes paranóicas.
XI – A IGREJA COMO COMUNIDADE TERAPÊUTICA
Segundo uma estatística, mais da metade da população da América Latina está precisando de ajuda psicológica pastoral.
Estendemos pelas escrituras que a igreja é uma comunidade redentora. Mas pela atuação do Espírito Santo, está destinada a ser uma comunidade terapêutica.
A igreja então deve ministrar saúde nas três áreas do ser humano (física, emocional e espiritual).
A igreja como comunidade terapêutica deve ministrar aos fracos, oprimidos, pobres e necessitado de toda sorte.
XII – A SOCIEDADE EM QUE VIVEMOS
Nos tempos de Jesus havia muita gente excluída. Um duplo cativeiro morava na vida do povo e estava contribuindo para a desintegração do clã, da comunidade. Era o cativeiro da política de Herodes Antipas (4 a.C. à 39 d. C.). Esta era apoiada pelo Império Romano, muita gente antão ficava sobrando, sem lugar e sem emprego, eram os excluídos. Outro cativeiro era o da religião oficial, mantida pelas autoridades religiosas da época. Em vez de fortalecer a comunidade para que ela pudesse acolher os excluídos, reforçava ainda mais esse cativeiro. Apropria lei de Deus era usada para legitimar a exclusão de muita gente: “Mulheres, crianças, samaritanos, estrangeiros, leprosos, possessos, publicanos, doentes, mutilados, paraplégico, etc”.
XIII – E AGORA NO ANO DE 2008
A cruz ficou muito mais pesada.
O desemprego, a violência, a droga, a falta de dinheiro, as dívidas, o desemprego, etc. Sentimo-nos impotentes diante desta situação.
XIV – EXEMPLO DE IGREJAS QUE TRABALHAM COMO MOMUNIDADE TERAPÊUTICA.
Elas têm em seu seio, grupos que prestam relevantes serviços aos excluídos da sociedade. No geral, os serviços prestados a esses grupos, têm sido ministrados por organizações para-eclesiásticas e interdenominacionais, e não tanto por igreja.
A igreja missionária em Maringá é um exemplo. Esta ministra a uma ampla variedade de necessidades humanas. A igreja Peniel de Belo Horizonte que se notabilizou pela sua dedicação aos homossexuais e viciados, integrando uma casa de recuperação com a igreja.
O sistema neoliberal que vivemos hoje é criminoso, antibíblico e antievangélico. O crescente empobrecimento causado pelo neoliberalismo econônico é alarmente. A única saída concreta que o evangelho nos apresenta para os pobres é a solidariedade. Este tema é o preferido de Lucas (3.11; 6.30; 11.41; 12.34 etc).
XV - DOENÇA MENTAL
Por doença mental devemos entender qualquer anormalidade na mente ou no seu funcionamento. A anormalidade perante o comportamento aceito de uma sociedade é indicativo de doença. A doença mental é conhecida no campo científico como psicopatologia ou distúrbio mental e é campo de estudo da psiquiatria, neurologia e psicologia. Seguem critérios de diagnóstico de resoluções psiquiatricas, que atualmente são o DSM IV [1], e o CID-10[2].
Psicopatologia é um termo que se refere tanto ao estudo dos estados mentais patológicos, quanto à manifestação de comportamentos e experiências que podem indicar um estado mental ou psicológico anormal. O termo é de origem grega; psykhé significa espírito e patologia, estudo das doenças, seus sintomas. Literalmente, seria uma patologia do espírito.
A psicopatologia enquanto estudo das anormalidades da vida mental é às vezes referida como psicopatologia geral, psicologia anormal, psicologia da anormalidade e psicologia do patológico. É uma visão das patologias mentais fundamentada na fenomenologia (no sentido de psicologia das manifestações da consciência), em oposição a uma abordagem estritamente médica de tais patologias, buscando não reduzir o sujeito a conceitos patológicos, enquadrando-o em padrões baseados em pressupostos e preconceitos.
Karl Jaspers, o responsável por tornar a psicopatologia uma ciência autônoma e independente da psiquiatria, afirmava que o objetivo desta é "sentir, apreender e refletir sobre o que realmente acontece na alma do homem".
Para Jaspers, a psicopatologia tem por objetivo estudar descritivamente os fenômenos psíquicos anormais, exatamente como se apresentam à experiência imediata, buscando aquilo que constitui a experiência vivida pelo enfermo.
A psicopatologia se estabelece através da observação e sistematização de fenômenos do psiquismo humano e presta a sua indispensável colaboração aos profissionais que trabalham com saúde mental, em especial os psiquiatras, os psicólogos e os assistentes sociais, dentre outros.
Autores como Jaspers ("Psicopatologia geral", 1913) e E. Minkowski ("Tratado de psicopatologia",1966) devem nos inspirar ainda a que estabeleçamos uma ponte possível entre a psicopatologia descritiva e a fenomenológica. Diferentemente de outras especialidades médicas, em que os sinais e sintomas são ícones ou índices, a psiquiatria trabalha também com símbolos. Posto isso, o pensamento, a sensibilidade e a intuição ainda são, e sempre serão, o instrumento propedêutico principal do psiquiatra, pois que, sem a homogeneidade conceitual do que seja cada fato psíquico não há, e não haverá, homogeneidade na abordagem clínico-terapêutica do mesmo. Essa é a nossa tarefa: mergulhar nos fenômenos que transitam entre duas consciências, a nossa, a do psiquiatra/pessoa e a do outro, a do paciente/pessoa. Deixar que os fenômenos se fragmentem, que suas partes confluam ou se esparjam, num movimento próprio e intrínseco a eles. Cabe-nos a leitura da configuração final desse jogo estrutural, sem maiores pressupostos ou intencionalidade, e com procedimentos posteriores de verificação. Essa é a tarefa da Fenomenologia.
As doenças mentais podem ser explicadas de várias formas, proveniente dos vários conhecimentos humanos. Com o avanço da tecnologia, este estudo torna-se mais preciso, facilitando diagnósticos e prognósticos das doenças. Há, como anteriormente dito, uma equipa multidisciplinar para tratar dos distúrbios. Normalmente, em disturbios leves, uma psicoterapia é suficiente. Porém, em casos mais graves, é necessário o acompanhamento de medicamentos e de um psiquiatra, ou de estudo de caso de neurologistas.
Há algumas divisões no estudo da psicopatologia, que podem ser estudadas a partir de observações dos casos clínicos e a partir da teoria.
Quanto a forma de manifestação
Há duas classificações básicas de doenças mentais, que são as neuroses, e as psicoses.
NEUROSE: é chamada neurose toda a psicopatologia leve, onde a pessoa tem a noção (mesmo que vaga) de seu problema. Ele tem contato com a realidade, porém há manifestações psicossomáticas, que são notadas por este, e que servem de aviso para a pessoa procurar um tratamento psicológico, ou psiquiátrico. É um fator comum a ansiedade exacerbada. Existe inúmeras classificações menores; para citar algumas temos:
1) TOC - Transtorno obsessivo-compulsivo: é a repetição de algum ato diversas vezes ao dia, não controlável e causador de grande ansiedade;
2) Síndrome do pânico: causa grande aflição, e medo perante alguma situação.
3) Fobias: é o medo a alguma situação. Pode ser medo de ambientes fechados (claustrofobia), medo de água (hidrofobia), medo de pessoas (sociofobia), etc.
4) Transtornos de ansiedade: o indivíduo têm ataques de ansiedades antes ou depois de realizar algo, ou muitas vezes nem realizá-lo. É comum em pequena escala na maioria das pessoas, porém seu excesso é denominado como patológico.
5) Depressão: também chamada de distimia, ou depressão maior. Se caracteriza por intenso retraimento e medo do mundo exterior. Causa baixa auto-estima e pode levar ao suícidio.
6) Síndrome de Burnout: é a conseqüência de um grande estímulo estressor, como conflitos no trabalho ou família. Causa apagamento e falta de vontade.
7) Distúrbio bipolar de Ânimo: O individuo muda de ânimo e volta ao normal e um curto periodo de tempo. É comum em grande escala na maioria das pessoas. Precisa de acompanhamento medico profissional na maioria dos casos.
Obs: Freud citou, em uma de suas obras, que todas as pessoas têm um pouco de neurose em si. É normal no ser humano ser um pouco neurótico, sendo apenas o excesso chamado de patológico.
A loucura, de Angelo Bronzino.
PSICOSE[3]: se caracteriza por uma intensa fuga da realidade. É, como a filosofia e as artes chamam, a loucura, propriamente dita. Pode ser classificada de três formas: pela manifestação, pelo aspecto neurofisiológico, e pela intensidade
Aspecto neurofisiológico:
1) Funcional: age apenas no funcionamento do aparelho psiquico, em suas ligações.
2) Orgânica: tem como característica mudanças ocorridas na química do cérebro, ou em mudanças fisiológicas e estruturais.
Manifestação: se divide em dois tipos principais:
1) Esquizofrenia: tem como aspectos principais a fuga da realidade, as manias de perseguição, as alucinações, entre outros. Têm ainda subdivisões, que são a esquizofrenia paranóide, a esquizofrenia desorganizada(ou hebefrênica), a esquizofrenia simples, a catatonia ou a esquizofrenia indiferenciada;
2) Transtorno de afeto bipolar: tem por característica picos muito grandes de humor, em pouco espaço de tempo, pro lado da depressão(ou distimia ou disforia), e pro lado da mania (euforia ou eutimia). Por estes dois aspectos também conhecemos este transtorno como psicose maníaco-depressiva. O doente sofre de mudanças de humor constantes, sendo perigoso e gastador em fases maníacas, e retraído, podendo se suícidar, no estado depressivo.
Obs: Ambas as psicoses listadas precisam de auxílio medicamentoso, adjunto de auxílio psicoterápico, para diminuir os sintomas e ajustar o comportamento.
Intensidade: como intensidade entendemos a agressividade e impulsividade do doente. Classificamos como:
1) Aguda: também chamada de fase de surto; é quando o doente se torna violento, impulsivo e fora da realidade. É necessária observação psiquíatrica constante, pois o doente oferece risco para si, para outros e para o patrimônio.
2) Crônico: é a fase de relaxamento do doente, onde ele está fora da realidade, mas não põe em risco os outros e sua vida. Este estágio é permanente, e resulta de algum caso onde não há cura.
XVI - POSSESSÃO DEMONÍACA
Possessão (ou possessão demoníaca) é uma condição em que certas pessoas acreditam estar sendo controladas por demônios, espíritos ou entidades dos mais variados tipos.
É uma crença bastante comum em varias religiões e seitas, desde crenças tribais de natureza primitiva a várias igrejas cristãs modernas.
A Bíblia apresenta vários casos de "possessão demoníaca", no Novo Testamento. Isto, provavelmente, foi uma influência trazida à religião judaica pelos anos de exílio na Babilônia. Vários casos descritos como "possessão demoníaca" são quadros típicos de esquizofrenia.[carece de fontes?]
Mas modernamente foi demonstrado[carece de fontes?] que a possessão não passa de um efeito oriundo de distúrbios de natureza psicológica, como, por exemplo, a histeria.
Consegue-se pela hipnose simular e reproduzir artificialmente todas as características de todos os tipos de possessões possíveis. Também é possível fazer o sensitivo representar com realismo o papel de "possesso do demônio", de alguma pessoa falecida e até mesmo o papel de uma pessoa viva e conhecida. Em transe, encerram-se as inibições e a censura.
O Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais foi publicado em 1952 pela Associação Americana de Psiquiatria. Ele foi desenvolvido a partir do antigo sistema de classificação adotado em 1918 para reunir a necessidade do Departamento de Censo americano de uniformizar estatísticas vindas de hospitais psiquiátricos; vindas de sistemas de categorização usados pelo exército norte-americano; e vindas dos levantamentos dos pontos de vista de 10% dos membros da APA[2]. O manual contém 130 páginas, que mostram 106 categorias de desordens mentais. O DSM-II foi publicado em 1968, listando 182 desordens em 134 páginas. Nesses manuais refletiam a predominância da psicodinâmica psiquiátrica.[3] Sintomas não eram especificados com detalhes em desordens especificas, mas eram vistos como reflexos de grandes conflitos subjacentes ou reações de má adaptação aos problemas da vida, enraizados em uma distinção entre neurose e psicose (ansiedade/depressão largamente associadas à realidade, ou alucinações/desilusões aparentemente desconectadas da realidade). O conhecimento biológico e sociológico também foi incorporado, em um modelo que não enfatizava um claro limite entre normalidade e anormalidade.[4] Em 1974, a decisão de se criar uma nova revisão do DSM se fez, e Robert Spitzer foi selecionado como chefe da força tarefa. O ímpeto inicial foi fazer uma nomenclatura consistente com a CID, publicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A revisão assumiu uma forma muito mais ampla de termos sob a influência e controle de Spitzer e seus membros escolhidos.[5] Uma das metas era aumentar o leque de diagnósticos psiquiátricos. As práticas de profissionais em saúde mental, especialmente em diferentes países, não era uniforme. O estabelecimento de critérios específicos era também uma tentativa de facilitar a pesquisa em saúde mental. O sistema multiaxial tenta mostrar um mais completo quadro do paciente, ao invés de apenas fornecer um simples diagnóstico. O sistema de critério e classificação do DSM-III foi baseado num processo de consultas e reuniões de comitês. Uma tentativa era de se construir uma base de categorização em descrição ao invés de pressupostos etiológicos, e a psicodinâmica foi abandonada, talvez em favor do modelo biomédico, com clara distinção entre o normal e o anormal.
O critério adotado para muitas desordens mentais foi expandido a partir da Pesquisa de Critérios Diagnósticos (Research Diagnostic Criteria - RDC) e Critério Feighner, que foram desenvolvidos por pesquisas psiquiátricas nos anos 70. Outros critérios foram estabelecidos por consensos em comitês, como determinado por Spitzer. Essa abordagem é geralmente vista como o “neo-Kraepelinismo”, depois do trabalho do psiquiatra Emil Kraepelin. Spitzer argumentou que “desordens mentais eram um subconjunto das desordens médicas”, mas a força tarefa decidiu em afirmativa na DSM: “Cada uma das desordens mentais é concebida como uma síndrome clinicamente significativa, comportamental ou psicológica”. O primeiro projeto da DSM-III foi preparado em um ano. Muitas novas categorias de desordens foram introduzidas. Vários ensaios patrocinados pelo Instituto Nacional de Saúde Mental Americano (U.S. National Institute of Mental Health – NIMH) foram conduzidos entre 1977 e 1979 para testar a fidelidade dos novos diagnósticos. Uma controvérsia surgiu resgatando a retirada do conceito de neurose, um dos princípios da teoria e terapia psicanalítica, mas visto como vago e não-científico pela força tarefa do DSM. Encarando enorme oposição política, o DSM-III passou por sério perigo por não ter sido aprovado pelo Quadro dos Confiáveis da APA (APA Board of Trustees) a menos que “neurose” seja incluída em algum lugar. Por um compromisso político, houve a reinserção o termo entre parênteses depois da palavra “desordem” em alguns casos. Em 1980, o DSM-III foi publicado, com 494 páginas e listando 265 categorias diagnósticas. O DSM-III rapidamente se espalhou a nível internacional, sendo usado por muitos profissionais e tendo sido considerado uma revolução ou transformação da psiquiatria.[3][4]
Em 1987 o DSM-III-R foi publicado (Editora Artes Médicas Sul, tradução de Dayse Batista) como uma revisão do DSM-III, sob a direção de Spitzer. Categorias foram renomeadas, reorganizadas e significativamente mudadas do critério em que foram criadas. Seis novas categorias foram apagadas enquanto outras foram adicionadas. Diagnósticos controversos tais como disforia pré-menstrual e Personalidade Masoquista foram consideradas e descaradas. O DSM-III-R continha 292 diagnósticos com 567 páginas.
Em 1994, o DSM-IV foi publicado, listando 297 desordens em 886 páginas. A força tarefa foi chefiada por Allen Frances. Um comitê diretor de 27 pessoas foi apresentado, incluindo quatro psicólogos. O comitê diretor criou 13 grupos de trabalho de 5 a 16 membros. Cada grupo tinha aproximadamente 20 conselheiros. Os grupos de trabalho conduziram um processo de três passos. Primeiro, cada grupo conduziu uma extensiva revisão bibliográfica em seus diagnósticos. Então eles colheram dados dos pesquisadores, conduzindo análises para determinar qual critério requeria mudanças, com instruções para serem conservadores. Finalmente, eles conduziram ensaios multicêntricos relacionando diagnósticos à prática clínica.[6][7] A principal mudança a partir da versão anterior foi a inclusão do critério de significância clínica para quase metade das categorias, que exigia a causa dos sintomas “aflição ou afecção clinicamente significativas na sociedade, ocupação ou outras importantes áreas de trabalho”.
Uma “Revisão” do DSM-IV, conhecida como DSM-IV-TR, foi publicada em 2000. As categorias diagnósticas e a vasta maioria dos critérios específicos para diagnósticos permaneceram inalteradas.[8] Cada seção dava informações extras em cada diagnóstico que foi atualizado, assim como para alguns códigos diagnósticos devido à manutenção de sua consistência com a CID.
Pergunta: "O que diz a Bíblia a respeito de possessão do demônio / possessão demoníaca?"Resposta: A Bíblia dá alguns exemplos de pessoas sendo possuídas ou influenciadas por demônios. Nestes relatos podemos encontrar alguns sintomas de influência demoníaca e também ter entendimento de como um demônio possui alguém. Seguem-se algumas passagens bíblicas: Mateus 9:32-33; 12:22; 17:18; Marcos 5:1-20; 7:26-30; Lucas 4:33-36; Lucas 22:3; Atos 16:16-18. Em algumas destas passagens, a possessão demoníaca causa enfermidade física, como inaptidão para falar, sintomas de epilepsia, cegueira, etc. Em outros casos, faz com que a pessoa faça o mal, e disso Judas é o maior exemplo. Em Atos 16:16-18 o espírito aparentemente dá à menina escravizada a habilidade de conhecer coisas além de seu próprio entendimento. No caso do endemoniado da província dos gadarenos, que estava possuído por um grande número de demônios, ele tinha força sobre-humana, vivia nu e tinha sua morada nas sepulturas. O Rei Saul, depois de se rebelar contra o SENHOR, foi perturbado por um espírito do mal (I Samuel 16:14-15; 18:10-11; 19:9-10), com o efeito aparente de uma depressão e crescente desejo e disposição para matar David
Desta forma, há uma grande variedade de possíveis sintomas de possessão demoníaca, como um dano físico que não possa ser atribuído a nenhum problema fisiológico real, mudanças de personalidade tais como grande depressão ou agressividade fora do normal, força sobrenatural, uma falta de modéstia ou “normal” interação social, e talvez a capacidade de compartilhar informações que ninguém poderia saber naturalmente. É importante notar que quase todas, se não todas destas características podem ter outras explicações, sendo assim importante que não se rotule cada pessoa deprimida ou epilética como sendo possuída por demônios. Por outro lado, penso que em nossa cultura ocidental, nós provavelmente não levamos suficientemente a sério o envolvimento satânico na vida das pessoas.
Somando-se a estas características físicas e emocionais, pode-se olhar para atributos espirituais como demonstrando influência demoníaca. Tais podem incluir uma recusa a perdoar (II Coríntios 2:10-11) e a crença e disseminação de falsas doutrinas, em particular a respeito de Jesus Cristo e Sua obra expiatória (II Coríntios 11:3-4,13-15; I Timóteo 4:1-5; I João 4:1-3).
A respeito do envolvimento de demônios nas vidas dos cristãos, o apóstolo Pedro é uma ilustração do fato de que um crente pode ser INFLUENCIADO pelo diabo (Mateus 16:23). Alguns se referem aos cristãos que estão sob uma FORTE influência demoníaca como sendo “endemoniados”, mas jamais houve exemplo nas Escrituras de um crente em Cristo sendo POSSUÍDO por um demônio, e a maioria dos teólogos acredita que um cristão NÃO PODE ser possuído porque ele tem o Espírito Santo morando dentro de si (II coríntios 1:22; 5:5; I Coríntios 6:19).
Não nos é revelado exatamente como alguém se abre à possessão. Se o caso de Judas for representativo, ele abriu seu coração ao mal (em seu caso, por ganância – João 12:6). Então pode ser possível que alguém permita que seu coração seja guiado por algum pecado habitual... e isto se torne um convite para que um demônio nele entre. Pelas experiências missionárias, a possessão demoníaca também parece estar relacionada à adoração de deuses pagãos e a possessão de objetos de ocultismo. A Escritura repetidamente relaciona a adoração a ídolos com a real adoração a demônios (Levítico 17:7; Deuteronômio 32:17; Salmos 106:37; I Coríntios 10:20), então não deveria ser surpresa que este envolvimento com tais religiões e práticas a elas associadas possam levar à possessão demoníaca.
Desta forma, creio, baseado nas passagens das Escrituras acima e também em algumas das experiências dos missionários, que muitas pessoas abrem suas vidas ao envolvimento demoníaco através do envolvimento com algum pecado ou através do envolvimento com cultos (consciente ou inconscientemente). Exemplos incluem imoralidade; abuso de drogas e álcool... pois estes alteram o estado de consciência; rebelião, amargura, meditação transcendental. Em nossa cultura ocidental, vemos um aumento dos ensinamentos de religiões orientais sob a aparência do movimento “nova era”.
Há algo que não podemos esquecer. Satanás e seu exército do mal nada podem fazer a ninguém a não ser com a permissão do SENHOR (Jó 1,2). E sendo este o caso, Satanás, pensando que está conseguindo alcançar seus propósitos, está na verdade alcançando os bons propósitos de Deus... mesmo no caso da traição de Judas. Algumas pessoas desenvolvem uma fascinação doentia com o oculto e atividade demoníaca. Isto não é sábio e não é bíblico. Se buscamos a Deus em nossas vidas e nos revestimos com Sua armadura e dependemos de Sua força (não a nossa própria) (Efésios 6:10-18), não temos nada a temer dos seres do mal, pois Deus governa a todos eles!
XVII - DEMONOLOGIA - ESTUDO SOBRE OS DEMÔNIOS
01 - QUAL A DIFERENÇA ENTRE OPRESSÃO E POSSESSÃO DEMONÍACA?
Na opressão, a pessoa é apenas oprimida: não consegue ter paz; vive angustiada; sente-se perseguida; tem insônia; acorda assustada; sente arrepios e depressão; ver vultos, etc. Na possessão, a entidade maligna toma conta do corpo da vítima, de sua mente, sua fala. O possesso perde totalmente o controle de seus sentidos. Na opressão, o maligno fica na periferia. Na possessão, ele invade o corpo humano.
02 - EM QUE CIRCUNSTÂNCIA SE DÁ A OPRESSÃO E A POSSESSÃO?
A Palavra de Deus diz: "Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" (Tg 4.7-8). Logo, quem se afasta de Deus pelo pecado está sujeito a ser possuído pelos demônios. A possessão pode ser pacífica, isto é, de comum acordo entre a vítima e o diabo. São exemplos os "médiuns". Os médiuns ou canalizadores de transe, os pais-de-santo, as mães-de-santo, os feiticeiros de um modo geral transformam-se, por livre e espontânea vontade, em montaria dos demônios, em "cavalos" dos orixás e guias. A expressão "cavalos"- usada pelos próprios feiticeiros - é muito bem empregada porque na verdade os demônios "montam" neles e fazem com seus corpos o que bem entendem. A possessão pode ser por violência, isto é, os demônios se apoderam do corpo de uma pessoa não porque tenha havido um consentimento explícito - como é o caso dos feiticeiros - mas porque a situação de pecado permite ao diabo tomar posse de sua vítima.
03 - QUANDO E COMO SERÁ O FIM DESSES SERES MALIGNOS?
No tempo devido, após a volta de Jesus, o diabo será lançado no lago de fogo e enxofre: "E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta. De dia e de noite serão atormentados para todo o sempre" (Ap 20.10).
04 - INFERNO: COMO É E ONDE FICA?
É um lugar espiritual - não geográfico - onde os maus serão castigados eternamente: "Os ímpios serão lançados no inferno e todas as nações que se esquecem de Deus" (Sl 9.17). A Bíblia nos diz que nesse terrível lugar "o fogo nunca se apaga" (Mc 9.43). Daí porque o inferno é também chamado de "Lago de fogo" (Ap 20.15). Outros nomes: "Lugar de tribulação e angústia" (Rm 2.9); de "pranto e ranger de dentes" (Mt 22.13; 25.30); "eterna perdição" (2 Ts 1.9); "fornalha de fogo"(Mt 13.42, 50); "cadeias da escuridão"(2 Pe 2.4); "ardente lago de fogo e enxofre" (Ap 19.20).
05 - O DIABO E SEUS DEMÔNIOS TÊM ALGUMA CHANCE DE SALVAÇÃO?
Não, pelas seguintes razões:
O inferno foi preparado para o Diabo e seus anjos (Mateus 25.41). Logo, já está determinada a condenação desses espíritos malignos.
No Juízo Final, serão julgados espíritos humanos; julgamento dos mortos. O Justo Juiz julgará vivos e mortos (1 Pedro 4.5; Atos 10.42; Apocalipse 11.18), dos quais os anjos caídos não fazem parte.
O Diabo e os demônios já estão condenados: "... porque o príncipe deste mundo já está julgado" (João 16.11; 2 Coríntios 4.4; Hebreus 2.14).
A derrota de Satanás está prevista na Palavra de Deus: "E o Diabo, que os enganava, foi lançado no Lago de Fogo e Enxofre, onde estão a besta e o falso profeta. De dia e de noite serão atormentados para todo o sempre" (Isaías 14.12-15; Colossenses 3.15; Apocalipse 20.2, 3, 10)
Conheça um pouco sobre a demonologia, um estudo complexo sobre os demônios que supostamente existem e atormentam nossas vidas (ATENÇÃO: Não se trata de satanismo, que é a adoração dos demônios e sim um estudo organizado sobre eles)
BELIAL: Seu nome deriva do hebraico e significa Rebelde, Profano. O Desprezível e/ou Desobediente. Rege o mês de janeiro. Dentre suas características destaca-se a mania de mentir . Aparece sempre com uma beleza sobre humana, apesar da igreja e da tradição católica sempre representa-lo com as mais grotescas das formas. Este grande corruptor especializou-se em seduzir adolescentes, mas é verdade que paga os seus favores com uma devota proteção. O inferno nunca recebeu espírito mais dissoluto, mais bêbado, nem mais enamorado enquanto o céu nunca perdeu mais formoso habitante. Sabe-se que Belial foi um dos primeiros anjos a aderir a Rebelião de Lúcifer e que foi o que mais arrastou outros consigo, ele é um ícone de todos as rebeldes e inconformados sendo de natureza louca e de pouca profundidade filosófica, altamente destrutivo.
LEVIATÃ: Do hebraico: "Serpente Tortuosa". Grande Almirante do Inferno e Senhor dos Mares, favorece os homens e as mulheres que gostam de correr o mundo, servindo-lhes para obter fama e honras. Também é chamado de "O Grande Embusteiro", pela facilidade com que triunfa em lances políticos, tratados comerciais e intrigas palacianas. Toma quando é visto aspectos multiformes estonteantes e vertiginosos. Especializa-se em possuir as mulheres famosas. Suas festividades são celebradas no mês de fevereiro é patrono da Melancolia e da Poesia.
SATÃ (SATAN, SATANÁS): Seu nome, em hebreu significa "O Inimigo, o Adversário", ou seja ele representa o espírito vingativo, o não perdão e a justiça para quem a merece. Seu apogeu coincide com o mês de Março. Possui rudeza e agressividade em cada gesto e idéia. É o mais cruel dentre seus irmãos e representa o sentido da luta. É a ação em busca de seu objetivo, não importando as conseqüências e as metas, custe o que custar. É irmão siamês de Lúcifer.
BELPHEGOR (BELFEGOR): Demônio dos inventores, dos descobrimentos e das soluções engenhosas. Um fato peculiar que pode ser estudado é a de que ele sempre se apresenta de boca aberta. Seus adoradores lhe rendem culto servindo-se de gretas e fendas, através das quais lançam as suas oferendas. Muitas vezes é visualizado como “uma aparência feminina de deslumbrante juventude e beleza”. Governa o mês de abril, no apogeu da Primavera.
LÚCIFER: Príncipe dos demônios, seu nome significa "Estrela da Manhã", sem dúvida pelo esplendor de sua presença. É um dos mais belos dentre os anjos caídos, e sua formosura é especialmente melancólica, com uma sombra de dor que cobre continuamente a suavidade de seus traços. Costuma-se dizer que nesta característica reside a chave de sua sedução já que não a nada mais irresistível ao coração humano do que o sofrimento unido à beleza . Existe na filosofia muçulmana sob o nome de Iblis ou Eblis, exerce poder geográfico sobre todos os países da Europa e é governante do mês de maio. Sua personalidade é sempre tranqüila e segura de si. Um verdadeiro aristocrata e estrategista por natureza, mesmo quando irritado mostra-se calmo sendo assim bem diferente de Satã, seu irmão siamês por alma.
BAALBERIT: E chamado de "O Arquivista". É advogado astucioso e possui uma prodigiosa memória. Os fenícios o tomavam como testemunha de seus juramentos. Entre os séculos XV e XVII, apareceu invocado com freqüência nos grimórios populares como campeão de causas perdidas. Preside o mês de junho.
BELZEBU: Seu nome significa "O Senhor das Moscas". É lhe reconhecido o número dois na hierarquia infernal, imediatamente abaixo de Satanás. Alguns estudiosos afirmam que desde mil anos atrás é ele que domina o inferno. Talvez em razão a imensidade do seu poder e do pavor que seu prestigio provoca, sua iconografia é contraditória assim como os dados que possuímos a seu respeito. Como na maioria das escrituras sobre os demônios uma lenda negra foi escrita para Belzebu, mas sem contar estes conceitos cristãos impostos dizem que ele possui feições que refletem grande sabedoria e um ar ameaçador. Governa o mês de julho no centro exato do verão.
ASTAROTH: Seu nome tem origem no hebraico, que significa "Multidão", "Assembléia", "Rebanho". Poderoso mas desventurado, afirmam ter sido condenado injustamente à sua situação. Patrono dos banqueiros e homens de negócios, representa a ganância e a confirmação da posse. Rege o mês de agosto, entre os insetos de verão. Sua natureza é extremamente cooperativa, de certo devido a sua personalidade comercial. Ele também governa as paixões por jogo a dinheiro, mesmo sendo de personalidade extremamente possessiva, ele nunca irá roubar, dando preferências a pactos e ao comércio.
LILITH: Em grego-hécate; “A que fere de longe", no hebraico Lilith significa "A Noturna". Mulher bonita e silenciosa, com uma profunda solidão. A Serpente da Sedução, a Mãe da Luxúria. Setembro é o seu mês. Uma coisa importante sobre Lilith. É considerado o Portal de Lúcifer, uma vez que todos os caminhos dela realizam Lúcifer. Em Astrologia, sua influência foi cientificamente provada em 22/11/1897 por Waltemath. Neste ano, uma centena de anos depois, a força obscura da natureza humana feminina estará crescendo rápida pelo mundo. De qualquer modo, ela é um arquétipo muito antigo, perdido no tempo.
BAAL: O comandante das Tropas do Inferno, ou seja uma das maiores potências militares dentre os demônios. Sabe-se também de sua natureza hermafrodita e que já foi adorados por caldeus , babilônios e israelitas. Governa o mês de Outubro e os ventos de outono .
ASMODEU (ASMODEUS, CHASMODAY, SIDONAY): O Destruidor, é um dos mais antigos demônios, o pai dos jogos, do mistério e da perversidade .Ele não e de conversas ou diálogos, mas isso de modo algum representa modéstia. Seu mês é Novembro sua meta é a destruição aos que a merecem.
MORLOCH (MOLOCH): O Senhor do País das Lágrimas, é intimamente relacionado com a fertilidade e é muitas vezes reconhecido com uma cabeça de boi. Governa dezembro, exatamente na chegada do inverno.
MEFISTÓFELES: Em hebraico: “de Mephir” – Destruidor; de “Thophel”- Mentiroso
A Importância Da Psicologia No Aconselhamento Pastoral
O aconselhamento é uma área da psicologia. No dia a dia com o povo, o ministro de Deus precisa conhecer um pouco de psicologia para atender melhor o que é realmente aconselhamento pastoral.
1 – PSICOLOGIA, SEU SIGNIFICADO.
(Psique+Logia), no seu sentido original, significa “estado da alma”.
Mas hoje nos meios acadêmicos, seu sentido mudou. É chamado estado do comportamento humano.
O aconselhamento faz parte da área psicológica porque usa algumas técnicas psicológicas para ajudar as pessoas a “resolver” seus problemas. A psicologia pode ser um instrumento valioso no trabalho de aconselhamento.
2 - PSICOLOGIA PASTORLA, SEU SIGNIFICADO.
A psicologia pastoral é a unção da teologia com a psicologia com o objetivo de melhorar a ajuda ao ser humano nos seus problemas porque gera um trabalho de aconselhamento mais qualificado.
3 – DOIS EXTREMOS A SER EVITADO.
- Psicologização;
- Espiritualização.
Psicologização é o conceito que diz que a psicologia tem resposta para todos os problemas e a Espiritualização é o conceito que diz que só o espiritual tem valor.
4 – O SENSO COMUM.
Esse tipo de psicologia chamada “Senso Comum” é óbvio que não é a psicologia dos psicólogos. É o que as pessoas têm em geral um domínio. Mesmo superficial e pequeno de conhecimentos acumulados, unidos a experiência de vida que lhes permite compreender as pessoas e seus problemas cotidianos de um ponto de vista psicológico.
5 – ASPCTO TEOLÓGICO DA PSICOLOGIA PASTORAL.
É o tipo de prisma trilateral.
A teologia se ocupa exclusivamente do estudo sobre Deus e suas relações com o universo, então o aspecto teológico na psicologia pastoral, seria portanto a utilização de todos os conceitos da fé cristã para ajudar nos seus problemas.
O aspecto teológico é o topo do prisma para nós que vivemos na fé de Jesus. O pastor que quiser fazer um bom trabalho de clínica pastoral, deve trabalhar em conjunto com a psicologia e psicanálise, lembrando sempre que ela nada mais é do que um força instrumental. A nossa maior ajuda é o Espírito Santo de Deus.
O pastor ou quem trabalha com aconselhamento, também não deve esquecer que a unção pastoral tem seus limites. Mais da metade da população do nosso continente precisa de ajuda psicológica pastoral.
Veja gráfico abaixo: O conselheiro pastoral tem como base a Bíblia.
O pastor que tiver algum conhecimento de psicologia deve usar suas técnicas no aconselhamento pastoral.
O pastor que quer trabalhar como conselheiro pastoral é muito importante estudar um pouco de psicologia.
6 – DINÂMICA ESPIRITUAL DO SER HUMANO.
No A.T. o ser humano é caracterizado através de três palavras:
“Nefesh” (alma), “Ruah” (espírito) e “Basar” (corpo). Ambas as palavras apontam para a totalidade do ser humano a partir de diferentes dimensões.
No novo testamento, as palavras que caracterizam o ser humano são:
“Psique” (alma); “Pneuma” (espírito) e “Soma” (corpo). Ou seja, o “Psíquico, o espiritual e o somático”.
Tudo isso nos mestra a imagem do ser humano como um prismo trilateral. Vemos então claramente três dimenssões dessa unidade que é o ser humano.
SER HUMANO
TRÊS DIMENSSÕES
PSICO – NEUMO – SOMÁTICO
Então o ser humano é uma unidade “PSICO (ALMA); NEUMO (ESPÍRITO) e SOMÁTICO (CORPO)”.
7 – CAMINHOS E DESCAMINHOS DA PSICOLOGIA
CONCLUSÃO
HAVENDO HIERARQUIA E SISTEMA DE GOVERNO NA IGREJA, SEGUNDO OS DONS DO Espírito Santo, haverá oportunidade de ampla participação de cada um e de todos. Assim o Senhor nos protege do autoritarismo (distorção de autoridade), e da manipulação. Evita o ativiano de poucos e o parativismo de muitos. Volta ao assunto do mentalmente enfermo, o melhor é sempre ser honesto com a pessoa doente sobre o que de fato esta acontecendo e para onde ela está sendo levada.
Que Deus nos abençoe rica e abundantemente no ministério de aconselhamento.
Sem a coragem, a genialidade e o pioneirismo de FREUD, jamais teríamos a compreensão de alguns fenômenos e doenças psicológicas. Negar a importância da psicologia e da psicanálise em todas as ares da cultura ocidental, seria demonstrar um desconhecimento completo do serviço que ambas têm prestado em nosso século.
Reconhecer sua importância ao significa que não tenham contido erros. À esses erros dá-se o nome de “psicologismo”, o que é a análise mera e unicamente pelo prima da psicológico é reduzir toda a beleza da produção humana, coma a arte, a filosofia e outras ciências. Mesmo assim, com a seu descaminho, não deixa de ser um instrumento valoroso no aconselhamento pastoral.
[1] O DSM IV (ou DSM-IV), abreviatura de Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders - Fourth Edition (Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais - Quarta Edição), publicado pela Associação Psiquiátrica Americana (APA) em Washington em (1994), corresponde à quarta versão do DSM e é a principal referência de diagnóstico para os profissionais de saúde mental dos Estados Unidos da América e de Portugal na prática clínica. É comumente também utilizado no Brasil por estes profissionais.
[2] A Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, frequentemente designada pela sigla CID (em inglês: International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems - ICD) fornece códigos relativos à classificação de doenças e de uma grande variedade de sinais, sintomas, aspectos anormais, queixas, circunstâncias socias e causas externas para ferimentos ou doenças. A cada estado de saúde é atribuída uma categoria única à qual corresponde um código, que contém até 6 caracteres. Tais categorias podem incluir um conjunto de doenças semelhantes.
A CID é publicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e é usada globalmente para estatísticas de morbilidade e de mortalidade, sistemas de reembolso e de decisões automáticas de suporte em medicina. O sistema foi desenhado para permitir e promover a comparação internacional da colecção, processamento, classificação e apresentação do tipo de estatísticas supra-citado. ICD A CID é uma classificação base da Família Internacional de Clasificações da OMS (WHO-FIC).
A CID é revista periodicamente e encontra-se, à data (Novembro de 2006), na sua décima edição. A CID-10, como é conhecida, foi desenvolvida em 1992 para registar as estatísticas de mortalidade. Actualizações anuais (menores) e tri-anuais (maiores) são publicadas pela OMS.
[3]Se procura pelo filme de 1960 dirigido por Alfred Hitchcock, consulte Psycho.
Psicose é um termo psiquiátrico genérico que se refere a um estado mental no qual existe uma "perda de contacto com a realidade". Ao experienciar um episódio psicótico, um indivíduo pode ter alucinações ou delírios, assim como mudanças de personalidade e pensamento desorganizado. Tal é frequentemente acompanhado por uma falta de "crítica" ou de "insight" que se traduz numa incapacidade de reconhecer o carácter estranho ou bizarro do seu comportamento. Desta forma surgem também dificuldades de interacção social e em cumprir normalmente as actividades de vida diária.
Uma grande variedade de stressores do sistema nervoso, tanto orgânicos como funcionais, podem causar uma reacção psicótica. Muitos indivíduos têm experiências fora do comum ou mesmo relacionadas com uma distorção da realidade em alguma altura da sua vida sem necessariamente sofrerem consequências para a sua vida. Em alguns casos, as pessoas adaptam-se a estas experiências; por exemplo depois de ter alucinações uma pessoa pode encontrar inspiração ou senti-la como uma revelação religiosa. Como tal, alguns autores afirmam que não se pode separar a psicose da consciência normal, mas deve-se encará-la como fazendo parte de um continuum de consciência.
Na prática médica, adopta-se uma abordagem discritiva da psicose (assim como para todas as doenças mentais), que se baseia em observações comportamentais e clínicas. Isto permite a adopção de um guia de diagnósticos muito usado nos EUA, o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM), ou mesmo o CID. De acordo com o DSM a psicose é um sintoma de uma doença mental, mas não é uma doença em si mesma.
Como tal, a psicose pode ser causada por predisposição genética, fatores exógenos orgânicos mas desencadeados por fatores ambientais, psicossociais, com acentuadas falhas no desempenho de papéis, na comunicação, no autocontrole, no comportamento da afetividade, na percepção sensorial, na memória, no raciocínio, no pensamento e linguagem. Há perda do senso da realidade e da capacidade de testá-la e, em casos extremos, do autoconhecimento, deixando o paciente de cuidar-se no aspectos mais triviais, como a alimentação e a higiene pessoal.[1]
Na psicanálise, a psicose causou dificuldades teóricas para Freud, mas não para Lacan. Se o primeiro demonstrou-se hesitante em enquadrá-la teoricamente, concentrando-se na neurose, Lacan, tomando-a constantemente em suas conferências, associou-a à forclusão do nome-do-pai.[2]
As definições de psicose em geral descrevem as classes de eventos que configuram sua natureza ou essência, apontam-lhe as causas e variações. Assim, haverá importantes distinções quanto ao conceito; caso venha a ser formulado no campo das Ciências da Saúde terão diferentes conotações das formuladas no campo Religioso, Poético dou das Ciências Humanas. Michel Foucault em seu texto A história da Loucura aponta que a loucura (posteriormente chamada de psicose) poderia ser entendida como uma aberração da conduta em relação aos padrões ou valores dominantes numa certa sociedade; neste sentido, entender a psicose é também buscar entender quais os padrões dominantes e quais as reações do grupo social à tais condutas estranhas e aos seus agentes.